Sentir uma tontura intensa ao deitar, ao se levantar da cama ou ao virar de lado é uma experiência assustadora, mas com explicação e solução. Na maioria das vezes, o problema é mecânico e tem tratamento rápido.
A Vertigem Posicional Benigna, conhecida pela sigla VPPB, é a causa mais comum de tontura no mundo. Ela ocorre quando pequenos cristais do ouvido interno saem do lugar, e costuma ser resolvida no consultório do Otorrino.
Este conteúdo explica o que é a VPPB, como diferenciá-la da labirintite e por que a avaliação é o caminho para o alívio. O objetivo é orientar quem convive com esse sintoma, sem alarmar. Busque orientação médica na Otoneuro Lavras.
O que é a VPPB?
A Vertigem Posicional Benigna é um distúrbio do equilíbrio causado pelo deslocamento dos otólitos, pequenos cristais de carbonato de cálcio que ficam no ouvido interno. Quando esses cristais do ouvido deslocados migram para os canais semicirculares, o cérebro recebe sinais de movimento equivocados.
O resultado é a sensação de que o ambiente gira, desencadeado por mudanças de posição da cabeça. Segundo a Mayo Clinic, esse mecanismo explica por que a tontura aparece em situações tão específicas.
Apesar do susto que provoca, o quadro é benigno, como o próprio nome indica. Ele não está ligado a doenças graves do cérebro, e entender isso já reduz boa parte da angústia do paciente.
Quando a VPPB ocorre?
A Vertigem Posicional Benigna é bastante frequente e tende a aparecer mais a partir da meia-idade. Ainda assim, pode surgir em qualquer fase adulta, às vezes após um trauma na cabeça ou um período prolongado de repouso.
Em muitos casos, não se identifica um fator desencadeante claro. Os cristais simplesmente se deslocam, e é a mudança de posição que passa a provocar as crises de tontura. Adiante, conheça melhor os sintomas e quando buscar um Otorrino ao sentir esses sinais.
Sintomas da Vertigem Posicional Benigna
Os sintomas da Vertigem Posicional Benigna têm um padrão característico. Eles surgem em crises curtas, ligadas ao movimento, e ajudam a diferenciar o quadro de outras causas de tontura.
Os sinais mais comuns são:
- Vertigem ao se levantar da cama, ao deitar ou ao virar de lado.
- Crises de segundos, que passam quando a cabeça fica parada.
- Náusea ou desconforto associado à tontura.
- Ausência de perda auditiva ou zumbido importante.
A tontura ao virar a cabeça é um dos gatilhos mais típicos. Reconhecer esse padrão é útil, mas apenas a avaliação confirma o diagnóstico e afasta outras causas.
Uma característica importante da Vertigem Posicional Benigna é a curta duração das crises. Diferente de uma tontura constante, o sintoma surge e desaparece em segundos, sempre atrelado ao movimento que o desencadeou.
Ainda assim, a intensidade pode assustar. Não é raro o paciente evitar certos movimentos por medo da crise, o que reforça a importância de tratar o quadro em vez de conviver com ele.
VPPB é a mesma coisa que labirintite?
Essa é a confusão mais comum entre os pacientes. Embora ambas causem tontura, a Vertigem Posicional Benigna e a labirintite têm origens e tratamentos diferentes.
| Característica | VPPB | Labirintite |
|---|---|---|
| Causa | Mecânica (cristais deslocados) | Inflamatória ou infecciosa |
| Duração da crise | Segundos, ligada ao movimento | Examinar as cordas vocais, útil na rouquidão persistente. |
| Perda auditiva | Em geral ausente | Pode estar presente |
| Tratamento | Manobra de reposicionamento | Medicamentoso |
Entender a diferença em relação à inflamação do labirinto evita tratamentos equivocados. Por isso, a avaliação com o Otorrino é o que define a conduta correta.
Como o Otorrino diagnostica?
O diagnóstico da Vertigem Posicional Benigna é clínico e feito no consultório. O Otorrino utiliza uma manobra específica, chamada de Dix-Hallpike, que provoca o sintoma de forma controlada para confirmar o quadro.
Ao posicionar a cabeça do paciente em determinados ângulos, o médico observa os movimentos involuntários dos olhos, que indicam qual canal do ouvido está afetado. Esse exame simples costuma ser suficiente para o diagnóstico.
Exame de imagem é necessário?
Em geral, não é necessário exame de imagem para a VPPB. Ele fica reservado a situações em que há sinais de alerta ou dúvida diagnóstica, o que reforça a importância da consulta bem conduzida.
Vale reforçar que a vertigem posicional é avaliada pelo Otorrino, o profissional habilitado a identificar o canal acometido e a conduzir o tratamento. Essa avaliação diferencia a VPPB de outras tonturas com segurança.
Tratamento: a manobra de Epley
O tratamento da VPPB é uma das situações mais gratificantes da Otorrinolaringologia, porque costuma trazer alívio rápido. A manobra de Epley é o recurso principal e é realizada pelo Otorrino no consultório.
Trata-se de uma sequência de movimentos da cabeça que reposiciona os cristais deslocados de volta ao local correto. É importante destacar que essa manobra deve ser feita por um profissional, e não em casa, pelo risco de quedas e de agravar o desconforto.
Por que a manobra de Epley é interessante?
Os resultados costumam ser expressivos, com melhora importante dos sintomas após a primeira manobra em muitos pacientes, conforme descreve o MedlinePlus. Alguns pacientes precisam de mais de uma sessão, e a alta costuma ocorrer no mesmo dia.
Essa taxa alta de sucesso é o que torna a avaliação tão interessante. Poucas condições permitem um alívio tão rápido com um procedimento simples e sem medicação, o que reforça o valor de procurar o especialista logo no início dos sintomas.
Quanto tempo dura a recuperação?
Depois da manobra, o médico orienta alguns cuidados simples nas primeiras horas. É recomendado ao paciente não se deitar no plano nas primeiras 24 a 48h. Alguns exercícios domiciliares de manutenção são indicados durante a consulta.
Por atuar diretamente na causa mecânica, o tratamento da Vertigem Posicional Benigna dispensa medicamentos na maior parte dos casos. Quando um remédio é indicado, costuma ser apenas para aliviar a náusea, e não para resolver a tontura em si.
A Vertigem Posicional Benigna volta?
Uma dúvida frequente é sobre a recorrência. A Vertigem Posicional Benigna pode voltar, com uma taxa de recorrência estimada em torno de 15% a 20% ao ano, mas isso não indica gravidade.
Quando o quadro retorna, a mesma manobra costuma resolver. O acompanhamento com o Otorrino ajuda a confirmar que se trata de nova crise de VPPB, e não de outra causa de tontura.
Manter o acompanhamento das causas de tontura é útil para quem tem episódios repetidos. Entender que a recorrência é comum e tratável traz mais tranquilidade ao paciente.
Alguns pacientes aprendem, com orientação médica, a reconhecer os primeiros sinais de uma nova crise. Isso ajuda a buscar o tratamento cedo, reduzindo o tempo de desconforto até a resolução.
Não há como prevenir totalmente a Vertigem Posicional Benigna, mas o retorno ao Otorrino diante de novos sintomas garante o manejo adequado. A recorrência não significa que algo esteja errado com o tratamento anterior.
Vertigem Posicional Benigna: tratamento com o Dr. Paulo César Mesquita na Otoneuro
O tratamento da Vertigem Posicional Benigna exige avaliação e a realização da manobra por um profissional habilitado. Na Otoneuro, em Lavras (MG), esse atendimento é conduzido pelo Dr. Paulo César Mesquita, Otorrinolaringologista com registro CRM-MG 28.813 | RQE 11.080.
A consulta reúne o diagnóstico com a manobra de Dix-Hallpike e, quando confirmada a VPPB, o tratamento com a manobra de reposicionamento.
Se você mora em Lavras, ter esse cuidado próximo evita deslocamentos a centros maiores Para quem vive no Sul de Minas, contar com o atendimento na região faz diferença na rotina.
Como referência em Otorrino em Lavras, a Otoneuro também avalia outras causas de tontura, como a tontura de origem neurológica.
Agende a sua consulta
Se você sente vertigem ao mudar de posição, uma avaliação pode identificar a causa e, na maioria dos casos, resolver o quadro na própria consulta.
A Vertigem Posicional Benigna tem solução, muitas vezes em uma única sessão. Agende a sua consulta com o Dr. Paulo César Mesquita na Otoneuro, em Lavras (MG), e volte a se movimentar sem tontura com quem é referência na região.
As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
🏥 Endereço da Otoneuro Lavras: Av. Padre Dehon, 11 – Centro, Lavras – MG, 37.200-146
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Conteúdo atualizado em julho de 2026.
FAQ – Dúvidas frequentes sobre Vertigem Posicional Benigna (VPPB): causa e tratamento
1. A VPPB tem cura definitiva?
A crise é resolvida com a manobra de reposicionamento na maioria dos casos. A VPPB pode voltar em alguns pacientes, mas o mesmo tratamento costuma resolver cada novo episódio.
2. Posso fazer a manobra de Epley em casa?
Não é recomendado. A manobra deve ser feita por um profissional, pelo risco de quedas e de piora do sintoma. O diagnóstico do canal afetado também exige avaliação.
3. Qual médico trata a Vertigem Posicional Benigna?
O Otorrinolaringologista é o especialista que diagnostica e trata a VPPB, com a manobra de reposicionamento realizada no consultório.
4. A VPPB pode voltar depois do tratamento?
Sim. A taxa de recorrência é estimada em 15% a 20% ao ano. Quando retorna, a mesma manobra costuma resolver, sem indicar gravidade.
5. A Vertigem Posicional Benigna causa perda auditiva?
Em geral, não. A ausência de perda auditiva é justamente um dos pontos que diferenciam a VPPB da labirintite e de outras condições do ouvido.
6. Quanto tempo leva para melhorar após a manobra?
Muitos pacientes sentem alívio já na primeira sessão. Alguns precisam de mais de uma, e o médico orienta cuidados simples nas primeiras horas após o procedimento.
7. A VPPB é perigosa?
Não. Como o nome indica, é uma condição benigna, sem relação com doenças graves do cérebro. O maior risco é o de quedas durante as crises de tontura.
8. A Vertigem Posicional Benigna afeta crianças?
É mais comum em adultos, sobretudo a partir da meia-idade. Em crianças é rara, e qualquer tontura infantil merece avaliação para investigar a causa.
9. Preciso de exame de imagem para diagnosticar a VPPB?
Em geral, não. O diagnóstico é clínico, feito com a manobra de Dix-Hallpike. O exame de imagem fica reservado a casos com sinais de alerta.
10. Onde tratar a VPPB em Lavras-MG?
O diagnóstico e a manobra de reposicionamento são realizados na Otoneuro, na Av. Padre Dehon, 11, Centro, Lavras (MG), com agendamento pelos telefones da clínica.


